segunda-feira, 5 de novembro de 2012

Viva aos Novos Tempos!

Hoje estou inspirado a quebrar as barreiras. Pessoal, estamos NO SÉCULO XXI! Não podemos mais nos comportar como conservadores do século XIX e não abrir a mente tentando entender os novos rumos tomados pela sociedade. No que tange a moral e princípios, devemos julgar com cuidado o que deve ou não mudar, dependendo dos valores de cada um. Mas o que não cabe mais é a falta de respeito a vida e as escolhas individuais, o que nos torna seres diferentes.
No mosaico humano, ser preto, branco, homossexual, alto, gordo, inteligente ou descolado pouco importa, já que estamos todos compondo as diversas sociedades que por sua vez compõem a população mundial. Preconceitos, antes explicados pela falta de conhecimento, não se encaixam mais nos novos moldes da diversidade humana, caindo por terra de uma vez. Um ou outro ainda se assusta com o diferente, sendo intolerante ou até estúpido. Mas se avaliarmos bem, sempre nos chama atenção o diferente, o oposto, até nas relações que consideramos "normais".
O que realmente não pode mais acontecer, reafirmo, é a falta de tolerância. Mais que um discurso anti-preconceito, devemos praticar a aversão a este julgamento precipitado, que só enfraquece as relações sociais. Somos seres racionais, o que falta é agirmos como tais. A intolerância, seja ela de qual natureza for, não acompanha os grandes avanços que tivemos, contradizendo a própria evolução humana. Sejamos homens e mulheres a frente do nosso tempo, homens e mulheres de futuro. Olhos abertos, mãos estendidas, coração limpo, sempre preparados para abraçar todas as ideias que nos forem apresentadas.
E que questionemos, e que raciocinemos, e que façamos mais. Em nome dos novos tempos...

Os Caminhos da Educação no Século XXI

No cenário educacional, apesar das diversas mudanças conquistadas pelos estudantes, ainda percebemos resquícios de um sistema retrógrado e vertical, não permitindo muitas vezes a participação do discente, o que pode dificultar a relação aluno - professor.
Ainda que a educação tenha passado por profundas transformações, principalmente as provocadas por Paulo Freire, encontramos professores (principalmente os do funcionalismo público), completamente desacreditados do potencial intelectual e criativo dos alunos, apostando ainda no sistema das caixas vazias, onde o aluno não tem nenhum conhecimento e o professor deve enchê-lo como uma caixa, sem se quer perguntar se o conteúdo é conveniente ao mesmo.
Conceitos como o da interdisciplinaridade e horizontalização são descartados por aqueles que querem trazer de volta o tempo da palmatória. Não se aplica mais, em pleno século XXI, que professores incomodem-se que alunos tragam sugestões e críticas às aulas, desde que de forma construtiva. Não se admite mais autoritarismo e falta de fé na educação, e nem tampouco a falta de empenho para desempenhar as funções pedagógicas de forma plena.
Num mundo cada vez mais dinâmico, não podemos mais estudar história como se não houvesse relação da mesma com língua portuguesa ou matemática. Os professores precisam abrir seu horizontes e saber discutir os assuntos contemporâneos, fazendo uma relação real entre a sala de aula e o cotidiano.
Concluindo, essa transformação deve ocorrer nos dois lados do "casamento", tendo como dever os estudantes comprometerem-se com o conhecimento e produção do saber, tendo em contrapartida o apoio de professores qualificados e preparados para os novos tempos.

Até que ponto?

Num tempo onde câmeras, celulares, gravadores e microfones estão por toda parte, até que ponto podemos garantir nossa privacidade?
Nos dias atuais, falar em liberdade é altamente delicado, visto que andar na rua está altamente complicado. E não falamos de insegurança, falta de infraestrutura ou coisa assim. Esses óbstáculos existem, mas hoje o foco é a falta de privacidade.
O mercado da "vida alheia" tem crescido de forma assustadora, o que nos faz refletir até que ponto podem invadir a nossa vida. Ser espontâneo nos tempos modernos é inaceitável e qualquer coisa feita "fora dos padrões" é motivo de um click ou uma gravação. Com o apoio das mídias, fica cada vez mais lucrativo filmar uma briga, um acidente, uma dança ou um escorregão, gerando risadas em todos, mas não sendo nem um pouco engraçado para o protagonista.
Como se não bastasse a exposição que conhecemos (e consequentemente estamos acostumados no mundo atual), hackers invadem os computadores e roubam fotos, conversas e outros arquivos, expondo ainda mais as vítimas indefesas da internet. Como se proteger?
Dentre as poucas ações preventivas que podem ser tomadas, tentar se expor o menos possível ainda é a mais eficaz. Não guardar fotos íntimas em celulares, computadores e pen drives, não compartilhá-las em redes sociais, assim como não publicar informações pessoais e profissionais nas mesmas.
E para quem queria participar do BBB, maqueiem-se: o BBB é aqui!

quarta-feira, 31 de outubro de 2012

Política se discute!

Emplacando uma diplomática discussão sobre política na sala de aula, tive meus nervos afetados pela falta de argumento das pessoas. A velha desculpa de "política não se discute" é na verdade um véu para esconder os ignorantes e/ou radicais. Convenhamos que política é completamente discutível e aliás deve ser. Saber argumentar sobre este tema é mostrar a sua posição dentro de uma conjuntura social a qual estamos inseridos, querendo ou não.
E é aproveitando-se desse pensamento que os "politiqueiros" (assim prefiro chamar os corruptos da política) fizeram-nos acreditar que política é coisa suja, desonesta e não deve ser de interesse de todos. Política deve ser discutida sim, repito, com o objetivo de esclarecer dúvidas, compartilhar ideias e mudá-las talvez, o que é completamente comum. Falando nisso, mudar de ideia é uma prova de inteligência, e não de ignorância, como disse Mário Quintana, "Opinião só não muda quem não tem."
Voltando a política, faço uma comparação a duas discussões que tive essa semana: uma com uma pessoa que era radical e não tinha argumentos para defender a sua opinião; outra com um ser inteligente e aberto a discutir ideias de forma diplomática e com alto nível de debate de ideias. Não precisei de muito diálogo para perceber a diferença entre alguém que tem argumento e posicionamento e alguém que "vai com as outras", como dizem por aí.
O que se deve fazer é mais que discutir política, é pensar a política como parte do nosso cotidiano e fundamental para nortear a nossa vida. Sem radicalismos, sem opiniões infundadas, com mente aberta e visão ampliada!

Revolução Musical Já!

No último post, publicado instantes antes deste, descorria sobre a problemática da utilização de vocábulos inexistentes na nossa música. Aproveitando o embalo, discutiremos sobre a falta de criatividade que assola os compositores brasileiros.
Se caminharmos pelos gêneros brasileiros, veremos o seguinte quadro: o pagode e o funk falando de sexo, o axé falando de festa, o samba falando de relacionamentos amorosos, o sertanejo falando de carro, mulher e bebedeira, o forró falando de amor, o arrocha na mesma linha, e a MPB cada vez mais incompreendida pela maioria da população. Não querendo me mostrar Ph. D. no assunto, este artigo é apenas um dos milhares pontos de vista acerca deste assunto. Se repararmos bem, a temática das músicas dentro de seus gêneros são quase sempre a mesma, o que faz crescer o número de acusações de plágio, seja de letra ou de melodia. O que observamos é que esgota-se as formas de abordar o mesmo assunto, tornando as músicas cada vez mais chatas e repetitivas, não mostrando nenhuma peculiaridade entre um grupo e outro.
Se observarmos as músicas de vinte, trinta anos atrás, veremos verdadeiros shows de criatividade. A forma de arrumar as palavras, a forma de transmitir a mensagem, tudo tinha um "q" todo especial, não encontrado nas músicas atuais. Sobressai uma música ou outra no meio dessa enxurrada de sucessos completamente fúteis e desnecessários aos nossos ouvidos.
Concluindo, precisamos fazer uma revolução musical já, levantar a bandeira da múscia de qualidade, seja ela de qual gênero for. A união fará o nível da nossa música subir novamente.

Maré Baixa na Música Brasileira

Em meio as novas organizações sociais, a nível de política, economia, cultura e comportamento, falaremos sobre a banalização da poesia presente nas músicas de nosso país.
Não precisa ir muito longe para ouvir "pérolas" da música brasileira, cercadas de letra pobre e melodia uniforme, chegando-se muitas vezes a impossibilitar o reconhecimento das vozes. A criação de termos como "tchêtchêrêrê", "tchutchatcha", "lêlêlê" e "créu" mostram claramente o período deficiente que passa a música brasileira. Termos que designam velhos conhecidos da nossa música, desde quando estourou o uso do duplo sentido na música popular. Nada contra o duplo sentido, eles até apresentam argumentos aceitáveis, considerando a falsa ingenuidade que somos obrigados a apresentar. Mas a ausência de vocábulos reconhecidos como componentes da língua portuguesa chega a ser um insulto a nossa humilde inteligência.
Mas os baixos níveis de consciência coletiva preocupam estudiosos, alertando sobre um grave problema: a falta de educação doméstica e acadêmica que afeta milhares de brasileiros. Não estamos aqui discutindo gosto musical, longe de mim ofender este ou aquele gênero, mas apelo para o bom senso do nosso povo e que sejam mais criteriosos com aquilo que permitem adentrar os seus ouvidos.

quarta-feira, 24 de outubro de 2012

Levante Negro!

Com a proximidade de novembro, intitulado "Mês Negro", é pertinente falarmos sobre o contexto atual dos nossos negros.
Quando lembramos desta data (20 de novembro), a primeira coisa que vem a cabeça é a história deturpada que nos contam sobre este povo. Pintam para nós negros marginalizados, humilhados, espezinhados e vítimas de todas as barbaridades possíveis. E esse povo aceitou a condição propositalmente colocada como "sua história".
A escravidão, o racismo, a superioridade imposta pela "raça pura", foram facilmente aceitas e incorporadas naquilo que chamamos de consciência negra: sabemos a nossa história e devemos nos conformar com a posição que nos foi dada.
Cada vez mais ouvimos discursos como "Sou negro, pobre, da periferia." e acreditamos ser o conformismo uma coisa natural. A acomodação de que o negro nunca ascenderá e continuará na base da pirâmide socioeconômica, sendo cada vez mais massacrado pela classe dominante, se tornou a desculpa perfeita para aqueles que não acreditam no próprio potencial.
Lembrar da história é essencial, desde que ela não sirva de consolo para o destino imutável que alguns acreditam ter. Depois de anos de luta ainda há negros conformados com a realidade cruel a qual o sistema nos fez acreditar que pertencemos. Não é justo que negros continuem tombando nesta guerra chamada racismo e desigualdade social, e não podemos mais assistir a esta barbária apáticos, como se morrer de forma violenta fosse o contexto natural da atualidade.
Ser negro, e antes de tudo ser humano, deve nos fazer refletir sobre o valor da vida, e não o preço que ela tem tido nos últimos tempos. Devemos nos erguer contra a impunidade, contra o racismo e qualquer tipo de violência as quais estamos expostos todos os dias, a fim de minimizar esta realidade até o seu fim definitivo.
E que um dia possamos finalmente dizer que este dia passa a ser o Dia do Negro Consciente.

quarta-feira, 3 de outubro de 2012

Amores Reais

...Sonhei pra mim dias felizes. Ou melhor, sonhei pra nós. Sonhei com passeios na praia, sentindo a areia, te ver saindo do mar, sereia mais linda, andando em minha direção. O sol sendo minha testemunha até a lua chegar.
Sonhei com os nossos encontros ardentes nos dias frios de inverno, pra comer pipoca e ver filme. Depois do chocolate quente dormir de conchinha e o nosso mundo, pelo menos naquele instante, se resumiria a isso.
E quando finalmente chegou o dia da paixão virar amor, percebi que as fotos de internet e cenas de novela eram de casais apaixonados, não de casais que se amam. Beijinho de esquimó, andar de mãos dadas na praia, ver o pôr do sol, deitar na grama pra contar as estrelas era coisa de paixão. Amor não se traduzia em fotos, vídeos, frases bonitinhas. E quando eu percebi isso, já tinha te perdido por sentir falta desses momentos. Não segurei a barra na tempestade, queria um amor de brinquedo, cheio de dias felizes e iguais os da novela.
Aprendi, meio sem querer, que amores de novela são pra sonhar, os amores reais, pra viver. E se tem uma coisa da qual tenho certeza é de que quero viver um amor real com você...

terça-feira, 25 de setembro de 2012

Os meios justificam os fins!

Baseados na incessante busca do prazer e felicidade, "perdemos a mão" e somos levados por caminhos escuros e dolorosos. Não quero com esta afirmação dizer o que é certo ou errado, longe de mim, até porque eu não acredito muito que possamos criar um livro de conduta comum.
O ser humano é ímpar justamente pelas escolhas que faz e pelo modo que se comporta diante das situações. Sendo assim, dizer o que é certo ou errado é um moralismo altamente equivocado. Seres humanos são, em sua totalidade, indivíduos dotados de inconsciente, subconsciente e consciente, o que vai determinar o tipo de pessoa que você é, mais institivo, mais controlado ou mais centrado.
Mas voltando ao assunto que nos fez chegar as escolhas que determinam o ser em questão, a felicidade se tornou ao longo do tempo um objeto de consumo. Os meios não te fazem mais feliz e os fins foram colocados acima dos meios. Exemplificando, comprar um carro é o objeto de felicidade. Trabalhar, dar a entrada e pagar as parcelas são o meio de chegar a compra do carro. Então, o carro propriamente dito te fará mais feliz do que trabalhar e juntar o dinheiro para alcançar este sonho. Outro exemplo é o casamento: antes do matrimônio, pressupomos que o caminho seja: o encontro, o período de adaptação ao outro, o namoro, o noivado e finalmente o casamento. Mas nos dias atuais tornou-se tão importante casar que todas as etapas anteriores perderam o seu valor e simplicidade. Casar então tornou-se o objeto de felicidade.
O que quero dizer é que alcançar os objetivos é interessante e sem dúvidas muito necessário, mas isso não pode atropelar todo o processo e fazer com que todo o caminho seja frio e apático, afinal a vida é feita de começo, meio e fim.
Precisamos assim, de modo definitivo, dar um basta na ditadura do objeto de felicidade, e dar o real valor aos caminhos que nos levam a realização dos nossos sonhos.

quarta-feira, 19 de setembro de 2012

À Jorge!

Hoje fui agraciado com um prêmio que encheu meu ser de orgulho e alegria. Prêmio o qual meu inconsciente já sabia que me pertencia, porém a modéstia fazia-me acreditar que não. A falsa modéstia, digo, porque sabendo de meus talentos jamais poderia me inferiorizar para não parecer presunçoso. Se reconhecer as próprias qualidades é presunção, atribua a mim o que me for de direito: A bendita pretensão!
Este prêmio me fez pensar em meus heróis. Aqueles que, mesmo sem me conhecer, me serviram de espelho, no que diz respeito às suas capacidades intelectuais. Aqueles que, de longe, sempre foram "os caras" para mim.
Ressalto um herói que é exemplo de amor a raiz e ao que faz, o inesquecível Jorge Amado. Evidentemente tenho outros heróis, mais este me vem mais forte a flora mental por ser o prêmio em questão referente a escrita. Jorge que falou da Bahia, da ditadura do cacau, dos romances debaixo dos raios derretedores do sol de Ilhéus, da religião genuinamente africana, carinhosamente baiana. Jorge retratava uma Bahia apaixonante, ainda que sofrida, mas que tinha dez razões para chorar e cinquenta para sorrir. Era o advogado da cultura, o pai da descontração.
Por estas e outras razões das quais não me recordo agora (risos), Jorge é e sempre será um herói para mim. Se tenho amor pela língua portuguesa, e mais amor ainda pela escrita e composição, além dos meus queridos mestres, já citados anteriormente, devo os devidos agradecimentos ao saudoso Jorge Amado Faria. Sinta-se, herói de minha memória cultural, homenageado e abraçado por este humilde fã. Obrigado!

Aos Mestres

Aprendi a andar com os mestres . E nos primeiros passos, caí. Aprendi com eles a levantar.
Aprendi com os mestres a falar. Nas primeiras palavras, falei errado. Os mestres me corrigiram.
Aprendi a escrever com os mestres. Não conhecia a norma culta. Eles me ensinaram.
Aprendi com os mestres a sonhar. Não tinha direção. Os mestres me guiaram.
Hoje estou aqui, andando, falando, escrevendo e sonhando. Hoje mais sozinho, mas sempre sob olhares atentos dos mestres. Estes que estiveram, mesmo de longe, orando por mim e oferecendo as suas mãos. E os mestres não falharam, mesmo quando parecia, mesmo quando eu precisei e eles me negaram ajuda. Todos eles foram fortes, souberam me educar e acrescentaram à minha edificação tijolos sólidos e resistentes.
Ainda tropeço em pedras, e eles lá estão, me segurando. Sabem as palavras certas, estão sempre por perto. Atenciosos, são olhos anexados a mim, e por onde quer que eu ande, jamais permitirão que eu permaneça no chão. Não prometem não me deixar cair, mas sim levantar-me quantas vezes for necessário.
Estavam por todo o caminho, e continuam por aqui. Agradeço hoje, de coração, pelo carinho e atenção que sempre me dedicaram. Muito Grato, Mestres! 

O Poder da Dança

Mergulho na alma fria
No corpo que não pertence
À dança que narra o dia
Nos pés do eterno ventre
A força da alegria

Teu corpo em movimento
Trepida no balançado
Destila o cruel veneno
Do corpo embaraçado
No bailado mais ameno

A dança, o corpo, a vida
Num clímax estupendo
Acompanha destraída
A força que vem crescendo
Do impacto de uma batida

O corpo obedece a ti
Em cômico esplendor
Você se vê a sorrir
Com inenarrável calor
Que a dança te faz sentir.

Romário Almeida

terça-feira, 18 de setembro de 2012

Marcas do Tempo

Em mais uma de minhas observações ao longo do caminho que faço do trabalho para casa, pude perceber como o tempo passa. Não que isso seja uma novidade, longe de mim ser óbvio, mas a implacabilidade do tempo por vezes me assusta. Ele deixa marcas profundas em nossa pele, em nossa mente e principalmente em nossa alma. É o tempo que dita o ritmo do ir e vir de todos que não desejam "parar no tempo", que faz as máquinas trabalharem e limita inclusive o tempo de descanso. É um senhor forte, geralmente impiedoso, que não permite desleixos daqueles que o utilizam. Não se zomba do tempo, nem o deixa passar. Ele vai, não volta, e não costuma estender a mão aos fracos. Como um furacão, ele passa. Como as estações, ele passa. Como o primeiro amor, passa e como quem não quer nada, passa. O mestre da indiscrição, deixa rastros por onde passa. Não brinque com o tempo, meu filho! - Já dizia o velho Tonho. Sábias palavras, muitas vezes ignoradas.
E ainda que corras, ainda que chores, que esperneie a noite inteira, o magnífico tempo é maior que qualquer lágrima que derrames ou grito que expresses. Corra com ele, jamais contra ele, e assim saberá aproveitar o melhor do tempo. O hoje será sempre o DIA DE COMEÇAR. Não deixe o tempo transcorrer nos parados dias de sua vida. Nem os domingos, calmos por natureza, podem ser inexpressivos diante do tempo. Digo isso para que você não permaneça inerte as ações de um tempo que repito, é extremamente implacável...

segunda-feira, 17 de setembro de 2012

A Perigosa Liberdade

Vivemos um tempo em que liberdade virou a palavra de ordem. Mas me pergunto, o que é liberdade?
Segundo o dicionário, liberdade é o estado de pessoa livre e isenta de restrição externa; condição do ser que não vive em cativeiro ou da pessoa não sujeita à escravidão. Para traçarmos uma linha reta e determinante, definaremos libertinagem: é o uso da liberdade sem o bom senso, parece liberdade, mas é ao contrário por auto se contrariar.
Colocados os pingos nos is, liberdade demais se transforma em libertinagem, segundo as definições acima. E num mundo onde cada vez mais os princípios e a moral escorrem pelo boeiro, temo pelo fim da ética e respeito ao próximo. Falta disciplina, bom senso, consciência e valores morais para regerem as nossas escolhas e atitudes. Nos comportamos de forma imatura diante das perguntas que a vida nos faz, sempre recorrendo a opiniões alheias ou jogando as decisões na mão do destino. Ou ainda pior, tomando as decisões erradas por falta de análise dos fatos e pensamento crítico em relação às circunstâncias. O excesso de liberdade nos aprisionou no "cárcere mental", nos forçando a pensar menos e agir mais, ou dando mais opções do que o necessário, aumentando a margem de erro.
O primeiro passo para corrigir este equívoco é se conhecer, buscando trilhar o caminho daquilo que se ama, mesmo que o inevitável apareça e tenhamos que fazer, mas busquemos, neste caso, encontrar o amor necessário para desempenhar estes papéis. E que sejamos livres, enfim, não para sermos qualquer um, mas para sermos exatamente quem quisermos ser!

quinta-feira, 6 de setembro de 2012

Sinais - Banda Eva

Vai saber que amar
É dar beleza ao que se vê
Saberá manifestar
O bem que receber

Há de ser destino
O sonho que ouse sonhar
Haverá verdade como sempre
Nos sinais

E o mar...
Trouxe uma flor pra ela
E o céu...
Choveu suas estrelas
E o sol...
Sorriu uma luz tão bela
E o amor...
Revelará

Ilustríssima Cecília Meireles

Motivo

Eu canto porque o instante existe
e a minha vida está completa.
Não sou alegre nem sou triste:
sou poeta.

Irmão das coisas fugidias,
não sinto gozo nem tormento.
Atravesso noites e dias
no vento.

Se desmorono ou se edifico,
se permaneço ou me desfaço,
- não sei, não sei. Não sei se fico
ou passo.

Sei que canto. E a canção é tudo.
Tem sangue eterno a asa ritmada.
E um dia sei que estarei mudo:
- mais nada.

( Cecília Meireles )

Sedução Literária

Vivo um eterno dilema
Tempos de guerra e de paz
Entre o sabor de um poema
E a dureza de um cais

Tenho nos olhos um sonho
De uma nação mais feliz
Vejo nos rostos risonhos
O caminho, a diretriz

Entre o medo e a incerteza
Pude esquivar-me do sol
Sem perceber com clareza
O que estava ao meu redor

Hoje separo melhor
O medo da forte luz
Pois encontrei nas palavras
Aquilo que me seduz.

Romário Almeida

Armado e Blindado

Minha vida anda de galho em galho
Procurando amor, procurando atalho
E na liberdade de um passarinho
Não encontra chão, não encontra ninho

A certeza infértil fere o nosso brio
E transcorre ofensa pelo estreito rio
A impureza exala da mais linda flor
E a máscara é incapaz de segurar a dor

Por um lado facas pelas largas costas
Faço mais perguntas do que há respostas
A sinceridade escorre pelas mãos
E a falsidade ocorre entre os irmãos

Num período cálido de amores breves
Miro rosto pálido, sentimentos leves
O desafio hoje é se blindar do mal
Pra não ser apenas um reles mortal.

Romário Almeida.

Leia Mais!

"Quem não lê não escreve." Assim diz um professor meu de português, quando lê alguma redação com erros ortográficos. Evidentemente, ele está coberto de razão.
Nas minhas andanças por livros, dos clássicos aos de auto-ajuda, sempre acompanhado do bom e velho dicionário, aprendi que mais que escrever ou transmitir mensagens, é de imensa importância compreender o que escuta e lê. E assim, escreverá melhor, o que te fará transmitir melhor as suas ideias, que em cadeia fará mais gente compreender a sua mensagem. E o ciclo é infinito, sendo esse o princípio da comunicação, em tese.
Porém, leitura pela leitura, sem o mínimo de compreensão e discernimento, não é construtivo; A leitura, além de gostosa, deve ser fácil de entender e de extrair sua mensagem, afim de contribuir na evolução crítica do cidadão. Leitura é, acima de tudo, instrumento de construção dos pilares culturais e educativos de um ser e/ou de sua comunidade.
Compreendendo os textos mais simples, o leitor conseguirá, assim como num jogo de videogame (desculpem a ridícula comparação), passar para o nível seguinte, de forma a compreender melhor os novos ensinamentos propostos pelo universo a ele apresentado. Ler, portanto, deve ser um exercício gradual e contínuo, para que possa compreender os mecanismos do mundo, da sociedade, das relações e até do próprio cenário fantástico proposto por alguns livros.

Leia mais, evolua!


quinta-feira, 30 de agosto de 2012

Se as meninas doces gostam de rosa, de quê gostam as meninas salgadas?

Hoje estou aqui para falar de estereótipo, o que está por fora, a tão valorizada "embalagem".
Que eu me lembre, tudo começa na infância: meninas TEM que gostar de rosa e meninos TEM que gostar de azul. Caso o contrário, estas crianças não são normais. Mas não é sobre essa diferença que vou falar hoje, é algo dentro do gênero, tem haver com a personalidade das meninas.
Meninas gostam de rosa - pode até ser, algumas - mas isso não é uma regra.
Ok, nem todas as meninas gostam de rosa, mas TODAS as delicadas gostam. Será?
Será mesmo que a cor de preferência define a personalidade de alguém?
Refletindo sobre isso, me questionei: se as meninas "doces" gostam de rosa, qual será a preferência das "salgadas"? Gostariam as "salgadas" de vermelho, amarelo ou laranja? Afinal, se existem mulheres "doces", haverá, segundo os críticos, as mulherem "salgadas"!
E ainda assim, essa regra diz que SÓ mulheres delicadas podem gostar de rosa? As de personalidade forte não podem, é assim?
Brincadeiras a parte, mulheres podem e devem gostar da cor que quiserem e isso não vai dizer se ela é meiga, autêntica, calma ou impaciente. A cor que irá te traduzir é a cor que você realmente goste, e não aquela que entitularam "cor de menino" ou "cor de menina". Vamos deixar de besteira, né?

quarta-feira, 22 de agosto de 2012

Sozinho - Caetano Veloso


"Quando a gente gosta é claro que a gente cuida..." ♫

Ensaio de Outono

No ônibus, num dia de inverno (curiosamente, visto que o ensaio é de outono), me deparei com cenas que tocaram as sombras mais íntimas do meu interior: a solidão que habita cada esquina, incruel e amarga, a qual se submetem, mesmo sem a intenção, milhares de pessoas que permitiram que seus destinos fossem aleatoriamente decididos. Pessoas sem vontade, sem coragem, ou talvez sem oportunidades.
Outro dia ouvi de um professor que nós fazemos as nossas oportunidades. Tenho que concordar, em partes. Se estamos preparados, nos deparamos com as oportunidades e as abraçamos. Se não estamos, infelizmente elas passarão como o vento que vem, nos faz sentir a sua presença e vai embora, sem a mínima piedade.
Porém vou mais fundo, na raíz dos problemas. Fato, as raízes são amplamente ramificadas, porém temos meios gerais de descrever essas raízes de forma sucinta. Posso estar enganado (afinal não há verdades absolutas), mas pelo pouco que observo a pior e maior das raízes é a falta de vontade de se preparar. Vontade de buscar conhecimento, de correr atrás, de mudar o que é "imposto" pela tão martirizada circunstância.
É de fato repugnante a falta de fé e coragem de seres tão capazes, tão inteligentes, que permitiram-se ser reféns de um destino por eles próprios criado. É revoltante a falta de estímulo e de amor a vida, quando vejo jogados as traças sonhos e objetivos que poderiam fazer daqueles "pobres" humanos seres de fato humanizados.
Hoje é inverno, mas logo este passará. E passará a primavera, e passará o verão. E eu me pergunto: e quando o outono outra vez chegar?

sexta-feira, 2 de março de 2012

O meu querer...


...Cansei de ouvir frases feitas, clichês, conceitos mastigados por alguém que nem viveu tanto para saber o que é certo ou errado. Quero aprender a errar errando, fazer minhas próprias escolhas e admitir, como alguém adulto, tudo que vier como consequência. Chega de fumaça, esconder a verdade e fazer espetáculo dos fatos trágicos; eu quero é cultura, amor e fé! Eu quero poder andar contra o vento e o sentir acariciar o meu rosto, sem pudor e sem besteiras. Eu quero não ter hora para acabar, e muito menos para começar, seja lá o que for.  Quero ser feliz, e não estar feliz por dois ou dez minutos. Menos lero lero, mais vontade própria, menos precauções, muito mais histórias. Quero fazer certo, ou fazer errado, talvez, sem ter ninguém me regrando. Quero ter consciência, mas aprender a ter. Porque, por mais que não vejam, por mais que não achem, eu penso. Penso muito, talvez demais. Penso e penso muitas vezes sem pensar. Mas o que eu quero mesmo é emoção, falar qualquer coisa e não ofender, ouvir qualquer coisa e não me surpreender. Quero mais da vida, mais das pessoas, mais de mim. Mas, de todas as coisas que eu quero, sei dizer exatamente o que eu não quero: que você viva por mim!

Não Cruze os Braços!

Depois de meses sem postar nada, olha eu aqui de novo. A pedido de uma amiga que tá precisando ler alguma coisa, não sei bem o quê, digamos que esse tipo de detalhe é íntimo demais para se questionar. Se ela tá precisando, vamos lá.
A reflexão, cara leitora, é algo que vem de dentro para fora, e não vice-versa.
Mas enfim, vou tentar dizer algo que encha de ânimo, para qualquer situação.
Outro dia me peguei olhando o mar. Talvez eu nunca tivesse reparado o quanto ele é imenso, o quanto é fundo, o quanto é misterioso. Talvez, do mesmo modo que você, eu estivesse procurando lá no horizonte uma resposta, ou algumas delas, que estavam dentro de mim.
É fácil quando dizem "converse consigo mesmo" ou "tudo vai ficar bem". Na prática, quando o problema é nosso, nunca é tão simples quanto parece.
Bem, nesse dia em que eu estava olhando o mar, eu tava meio perdido. Perdido em meus pensamentos, em meus medos, em minhas vontades e também em minhas possibilidades. Buscava no futuro razões para viver o hoje. Entendi, meio que sem querer, que as razões para viver o hoje está no próprio hoje.Os motivos que nos movem, que nos impulsionam pra frente estão no hoje, e não no ontem ou no amanhã como eu imaginava. Nada acontece por acaso, e nem vai acontecer. Quando não planejamos, Deus planeja. Quando Deus não planeja, a vida planeja. E assim, de mão em mão, coisas vão acontecendo, independendo diversas vezes de nossa vontade ou desafiando a nossa compreensão.
Eu poderia te dizer "aceite os fatos" ou "conforme-se, a vida é assim mesmo". Mentira! Isso é hipocrisia! E seria comodismo de sua parte, cara amiga, cruzar os braços para a vida e os fatos que lhe acontecem.
De qualquer forma, seja lá como for, não cruze os braços. É isso. Por hoje é só, até a próxima!