Baseados na incessante busca do prazer e felicidade, "perdemos a mão" e somos levados por caminhos escuros e dolorosos. Não quero com esta afirmação dizer o que é certo ou errado, longe de mim, até porque eu não acredito muito que possamos criar um livro de conduta comum.
O ser humano é ímpar justamente pelas escolhas que faz e pelo modo que se comporta diante das situações. Sendo assim, dizer o que é certo ou errado é um moralismo altamente equivocado. Seres humanos são, em sua totalidade, indivíduos dotados de inconsciente, subconsciente e consciente, o que vai determinar o tipo de pessoa que você é, mais institivo, mais controlado ou mais centrado.
Mas voltando ao assunto que nos fez chegar as escolhas que determinam o ser em questão, a felicidade se tornou ao longo do tempo um objeto de consumo. Os meios não te fazem mais feliz e os fins foram colocados acima dos meios. Exemplificando, comprar um carro é o objeto de felicidade. Trabalhar, dar a entrada e pagar as parcelas são o meio de chegar a compra do carro. Então, o carro propriamente dito te fará mais feliz do que trabalhar e juntar o dinheiro para alcançar este sonho. Outro exemplo é o casamento: antes do matrimônio, pressupomos que o caminho seja: o encontro, o período de adaptação ao outro, o namoro, o noivado e finalmente o casamento. Mas nos dias atuais tornou-se tão importante casar que todas as etapas anteriores perderam o seu valor e simplicidade. Casar então tornou-se o objeto de felicidade.
O que quero dizer é que alcançar os objetivos é interessante e sem dúvidas muito necessário, mas isso não pode atropelar todo o processo e fazer com que todo o caminho seja frio e apático, afinal a vida é feita de começo, meio e fim.
Precisamos assim, de modo definitivo, dar um basta na ditadura do objeto de felicidade, e dar o real valor aos caminhos que nos levam a realização dos nossos sonhos.
terça-feira, 25 de setembro de 2012
quarta-feira, 19 de setembro de 2012
À Jorge!
Hoje fui agraciado com um prêmio que encheu meu ser de orgulho e alegria. Prêmio o qual meu inconsciente já sabia que me pertencia, porém a modéstia fazia-me acreditar que não. A falsa modéstia, digo, porque sabendo de meus talentos jamais poderia me inferiorizar para não parecer presunçoso. Se reconhecer as próprias qualidades é presunção, atribua a mim o que me for de direito: A bendita pretensão!
Este prêmio me fez pensar em meus heróis. Aqueles que, mesmo sem me conhecer, me serviram de espelho, no que diz respeito às suas capacidades intelectuais. Aqueles que, de longe, sempre foram "os caras" para mim.
Ressalto um herói que é exemplo de amor a raiz e ao que faz, o inesquecível Jorge Amado. Evidentemente tenho outros heróis, mais este me vem mais forte a flora mental por ser o prêmio em questão referente a escrita. Jorge que falou da Bahia, da ditadura do cacau, dos romances debaixo dos raios derretedores do sol de Ilhéus, da religião genuinamente africana, carinhosamente baiana. Jorge retratava uma Bahia apaixonante, ainda que sofrida, mas que tinha dez razões para chorar e cinquenta para sorrir. Era o advogado da cultura, o pai da descontração.
Por estas e outras razões das quais não me recordo agora (risos), Jorge é e sempre será um herói para mim. Se tenho amor pela língua portuguesa, e mais amor ainda pela escrita e composição, além dos meus queridos mestres, já citados anteriormente, devo os devidos agradecimentos ao saudoso Jorge Amado Faria. Sinta-se, herói de minha memória cultural, homenageado e abraçado por este humilde fã. Obrigado!
Este prêmio me fez pensar em meus heróis. Aqueles que, mesmo sem me conhecer, me serviram de espelho, no que diz respeito às suas capacidades intelectuais. Aqueles que, de longe, sempre foram "os caras" para mim.
Ressalto um herói que é exemplo de amor a raiz e ao que faz, o inesquecível Jorge Amado. Evidentemente tenho outros heróis, mais este me vem mais forte a flora mental por ser o prêmio em questão referente a escrita. Jorge que falou da Bahia, da ditadura do cacau, dos romances debaixo dos raios derretedores do sol de Ilhéus, da religião genuinamente africana, carinhosamente baiana. Jorge retratava uma Bahia apaixonante, ainda que sofrida, mas que tinha dez razões para chorar e cinquenta para sorrir. Era o advogado da cultura, o pai da descontração.
Por estas e outras razões das quais não me recordo agora (risos), Jorge é e sempre será um herói para mim. Se tenho amor pela língua portuguesa, e mais amor ainda pela escrita e composição, além dos meus queridos mestres, já citados anteriormente, devo os devidos agradecimentos ao saudoso Jorge Amado Faria. Sinta-se, herói de minha memória cultural, homenageado e abraçado por este humilde fã. Obrigado!
Aos Mestres
Aprendi a andar com os mestres . E nos primeiros passos, caí. Aprendi com eles a levantar.
Aprendi com os mestres a falar. Nas primeiras palavras, falei errado. Os mestres me corrigiram.
Aprendi a escrever com os mestres. Não conhecia a norma culta. Eles me ensinaram.
Aprendi com os mestres a sonhar. Não tinha direção. Os mestres me guiaram.
Hoje estou aqui, andando, falando, escrevendo e sonhando. Hoje mais sozinho, mas sempre sob olhares atentos dos mestres. Estes que estiveram, mesmo de longe, orando por mim e oferecendo as suas mãos. E os mestres não falharam, mesmo quando parecia, mesmo quando eu precisei e eles me negaram ajuda. Todos eles foram fortes, souberam me educar e acrescentaram à minha edificação tijolos sólidos e resistentes.
Ainda tropeço em pedras, e eles lá estão, me segurando. Sabem as palavras certas, estão sempre por perto. Atenciosos, são olhos anexados a mim, e por onde quer que eu ande, jamais permitirão que eu permaneça no chão. Não prometem não me deixar cair, mas sim levantar-me quantas vezes for necessário.
Estavam por todo o caminho, e continuam por aqui. Agradeço hoje, de coração, pelo carinho e atenção que sempre me dedicaram. Muito Grato, Mestres!
Aprendi com os mestres a falar. Nas primeiras palavras, falei errado. Os mestres me corrigiram.
Aprendi a escrever com os mestres. Não conhecia a norma culta. Eles me ensinaram.
Aprendi com os mestres a sonhar. Não tinha direção. Os mestres me guiaram.
Hoje estou aqui, andando, falando, escrevendo e sonhando. Hoje mais sozinho, mas sempre sob olhares atentos dos mestres. Estes que estiveram, mesmo de longe, orando por mim e oferecendo as suas mãos. E os mestres não falharam, mesmo quando parecia, mesmo quando eu precisei e eles me negaram ajuda. Todos eles foram fortes, souberam me educar e acrescentaram à minha edificação tijolos sólidos e resistentes.
Ainda tropeço em pedras, e eles lá estão, me segurando. Sabem as palavras certas, estão sempre por perto. Atenciosos, são olhos anexados a mim, e por onde quer que eu ande, jamais permitirão que eu permaneça no chão. Não prometem não me deixar cair, mas sim levantar-me quantas vezes for necessário.
Estavam por todo o caminho, e continuam por aqui. Agradeço hoje, de coração, pelo carinho e atenção que sempre me dedicaram. Muito Grato, Mestres!
O Poder da Dança
Mergulho na alma fria
No corpo que não pertence
À dança que narra o dia
Nos pés do eterno ventre
A força da alegria
Teu corpo em movimento
Trepida no balançado
Destila o cruel veneno
Do corpo embaraçado
No bailado mais ameno
A dança, o corpo, a vida
Num clímax estupendo
Acompanha destraída
A força que vem crescendo
Do impacto de uma batida
O corpo obedece a ti
Em cômico esplendor
Você se vê a sorrir
Com inenarrável calor
Que a dança te faz sentir.
Romário Almeida
No corpo que não pertence
À dança que narra o dia
Nos pés do eterno ventre
A força da alegria
Teu corpo em movimento
Trepida no balançado
Destila o cruel veneno
Do corpo embaraçado
No bailado mais ameno
A dança, o corpo, a vida
Num clímax estupendo
Acompanha destraída
A força que vem crescendo
Do impacto de uma batida
O corpo obedece a ti
Em cômico esplendor
Você se vê a sorrir
Com inenarrável calor
Que a dança te faz sentir.
Romário Almeida
terça-feira, 18 de setembro de 2012
Marcas do Tempo
Em mais uma de minhas observações ao longo do caminho que faço do trabalho para casa, pude perceber como o tempo passa. Não que isso seja uma novidade, longe de mim ser óbvio, mas a implacabilidade do tempo por vezes me assusta. Ele deixa marcas profundas em nossa pele, em nossa mente e principalmente em nossa alma. É o tempo que dita o ritmo do ir e vir de todos que não desejam "parar no tempo", que faz as máquinas trabalharem e limita inclusive o tempo de descanso. É um senhor forte, geralmente impiedoso, que não permite desleixos daqueles que o utilizam. Não se zomba do tempo, nem o deixa passar. Ele vai, não volta, e não costuma estender a mão aos fracos. Como um furacão, ele passa. Como as estações, ele passa. Como o primeiro amor, passa e como quem não quer nada, passa. O mestre da indiscrição, deixa rastros por onde passa. Não brinque com o tempo, meu filho! - Já dizia o velho Tonho. Sábias palavras, muitas vezes ignoradas.
E ainda que corras, ainda que chores, que esperneie a noite inteira, o magnífico tempo é maior que qualquer lágrima que derrames ou grito que expresses. Corra com ele, jamais contra ele, e assim saberá aproveitar o melhor do tempo. O hoje será sempre o DIA DE COMEÇAR. Não deixe o tempo transcorrer nos parados dias de sua vida. Nem os domingos, calmos por natureza, podem ser inexpressivos diante do tempo. Digo isso para que você não permaneça inerte as ações de um tempo que repito, é extremamente implacável...
E ainda que corras, ainda que chores, que esperneie a noite inteira, o magnífico tempo é maior que qualquer lágrima que derrames ou grito que expresses. Corra com ele, jamais contra ele, e assim saberá aproveitar o melhor do tempo. O hoje será sempre o DIA DE COMEÇAR. Não deixe o tempo transcorrer nos parados dias de sua vida. Nem os domingos, calmos por natureza, podem ser inexpressivos diante do tempo. Digo isso para que você não permaneça inerte as ações de um tempo que repito, é extremamente implacável...
segunda-feira, 17 de setembro de 2012
A Perigosa Liberdade
Segundo o dicionário, liberdade é o estado de pessoa livre e isenta de restrição externa; condição do ser que não vive em cativeiro ou da pessoa não sujeita à escravidão. Para traçarmos uma linha reta e determinante, definaremos libertinagem: é o uso da liberdade sem o bom senso, parece liberdade, mas é ao contrário por auto se contrariar.
Colocados os pingos nos is, liberdade demais se transforma em libertinagem, segundo as definições acima. E num mundo onde cada vez mais os princípios e a moral escorrem pelo boeiro, temo pelo fim da ética e respeito ao próximo. Falta disciplina, bom senso, consciência e valores morais para regerem as nossas escolhas e atitudes. Nos comportamos de forma imatura diante das perguntas que a vida nos faz, sempre recorrendo a opiniões alheias ou jogando as decisões na mão do destino. Ou ainda pior, tomando as decisões erradas por falta de análise dos fatos e pensamento crítico em relação às circunstâncias. O excesso de liberdade nos aprisionou no "cárcere mental", nos forçando a pensar menos e agir mais, ou dando mais opções do que o necessário, aumentando a margem de erro.
O primeiro passo para corrigir este equívoco é se conhecer, buscando trilhar o caminho daquilo que se ama, mesmo que o inevitável apareça e tenhamos que fazer, mas busquemos, neste caso, encontrar o amor necessário para desempenhar estes papéis. E que sejamos livres, enfim, não para sermos qualquer um, mas para sermos exatamente quem quisermos ser!
quinta-feira, 6 de setembro de 2012
Sinais - Banda Eva
Vai saber que amar
É dar beleza ao que se vê
Saberá manifestar
O bem que receber
É dar beleza ao que se vê
Saberá manifestar
O bem que receber
O sonho que ouse sonhar
Haverá verdade como sempre
Nos sinais
E o mar...
Trouxe uma flor pra ela
E o céu...
Choveu suas estrelas
E o sol...
Sorriu uma luz tão bela
E o amor...
Revelará
Ilustríssima Cecília Meireles
Motivo
Eu canto porque o instante existe
e a minha vida está completa.
Não sou alegre nem sou triste:
sou poeta.
Irmão das coisas fugidias,
não sinto gozo nem tormento.
Atravesso noites e dias
no vento.
Se desmorono ou se edifico,
se permaneço ou me desfaço,
- não sei, não sei. Não sei se fico
ou passo.
Sei que canto. E a canção é tudo.
Tem sangue eterno a asa ritmada.
E um dia sei que estarei mudo:
- mais nada.
( Cecília Meireles )
Eu canto porque o instante existe
e a minha vida está completa.
Não sou alegre nem sou triste:
sou poeta.
Irmão das coisas fugidias,
não sinto gozo nem tormento.
Atravesso noites e dias
no vento.
Se desmorono ou se edifico,
se permaneço ou me desfaço,
- não sei, não sei. Não sei se fico
ou passo.
Sei que canto. E a canção é tudo.
Tem sangue eterno a asa ritmada.
E um dia sei que estarei mudo:
- mais nada.
( Cecília Meireles )
Sedução Literária
Vivo um eterno dilema
Tempos de guerra e de paz
Entre o sabor de um poema
E a dureza de um cais
Tenho nos olhos um sonho
De uma nação mais feliz
Vejo nos rostos risonhos
O caminho, a diretriz
Entre o medo e a incerteza
Pude esquivar-me do sol
Sem perceber com clareza
O que estava ao meu redor
Hoje separo melhor
O medo da forte luz
Pois encontrei nas palavras
Aquilo que me seduz.
Romário Almeida
Tempos de guerra e de paz
Entre o sabor de um poema
E a dureza de um cais
Tenho nos olhos um sonho
De uma nação mais feliz
Vejo nos rostos risonhos
O caminho, a diretriz
Entre o medo e a incerteza
Pude esquivar-me do sol
Sem perceber com clareza
O que estava ao meu redor
Hoje separo melhor
O medo da forte luz
Pois encontrei nas palavras
Aquilo que me seduz.
Romário Almeida
Armado e Blindado
Minha vida anda de galho em galho
Procurando amor, procurando atalho
E na liberdade de um passarinho
Não encontra chão, não encontra ninho
A certeza infértil fere o nosso brio
E transcorre ofensa pelo estreito rio
A impureza exala da mais linda flor
E a máscara é incapaz de segurar a dor
Por um lado facas pelas largas costas
Faço mais perguntas do que há respostas
A sinceridade escorre pelas mãos
E a falsidade ocorre entre os irmãos
Num período cálido de amores breves
Miro rosto pálido, sentimentos leves
O desafio hoje é se blindar do mal
Pra não ser apenas um reles mortal.
Romário Almeida.
Procurando amor, procurando atalho
E na liberdade de um passarinho
Não encontra chão, não encontra ninho
A certeza infértil fere o nosso brio
E transcorre ofensa pelo estreito rio
A impureza exala da mais linda flor
E a máscara é incapaz de segurar a dor
Por um lado facas pelas largas costas
Faço mais perguntas do que há respostas
A sinceridade escorre pelas mãos
E a falsidade ocorre entre os irmãos
Num período cálido de amores breves
Miro rosto pálido, sentimentos leves
O desafio hoje é se blindar do mal
Pra não ser apenas um reles mortal.
Romário Almeida.
Leia Mais!
Nas minhas andanças por livros, dos clássicos aos de auto-ajuda, sempre acompanhado do bom e velho dicionário, aprendi que mais que escrever ou transmitir mensagens, é de imensa importância compreender o que escuta e lê. E assim, escreverá melhor, o que te fará transmitir melhor as suas ideias, que em cadeia fará mais gente compreender a sua mensagem. E o ciclo é infinito, sendo esse o princípio da comunicação, em tese.
Porém, leitura pela leitura, sem o mínimo de compreensão e discernimento, não é construtivo; A leitura, além de gostosa, deve ser fácil de entender e de extrair sua mensagem, afim de contribuir na evolução crítica do cidadão. Leitura é, acima de tudo, instrumento de construção dos pilares culturais e educativos de um ser e/ou de sua comunidade.
Compreendendo os textos mais simples, o leitor conseguirá, assim como num jogo de videogame (desculpem a ridícula comparação), passar para o nível seguinte, de forma a compreender melhor os novos ensinamentos propostos pelo universo a ele apresentado. Ler, portanto, deve ser um exercício gradual e contínuo, para que possa compreender os mecanismos do mundo, da sociedade, das relações e até do próprio cenário fantástico proposto por alguns livros.
Leia mais, evolua!
Assinar:
Postagens (Atom)


