Mergulho na alma fria
No corpo que não pertence
À dança que narra o dia
Nos pés do eterno ventre
A força da alegria
Teu corpo em movimento
Trepida no balançado
Destila o cruel veneno
Do corpo embaraçado
No bailado mais ameno
A dança, o corpo, a vida
Num clímax estupendo
Acompanha destraída
A força que vem crescendo
Do impacto de uma batida
O corpo obedece a ti
Em cômico esplendor
Você se vê a sorrir
Com inenarrável calor
Que a dança te faz sentir.
Romário Almeida
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