Emplacando uma diplomática discussão sobre política na sala de aula, tive meus nervos afetados pela falta de argumento das pessoas. A velha desculpa de "política não se discute" é na verdade um véu para esconder os ignorantes e/ou radicais. Convenhamos que política é completamente discutível e aliás deve ser. Saber argumentar sobre este tema é mostrar a sua posição dentro de uma conjuntura social a qual estamos inseridos, querendo ou não.
E é aproveitando-se desse pensamento que os "politiqueiros" (assim prefiro chamar os corruptos da política) fizeram-nos acreditar que política é coisa suja, desonesta e não deve ser de interesse de todos. Política deve ser discutida sim, repito, com o objetivo de esclarecer dúvidas, compartilhar ideias e mudá-las talvez, o que é completamente comum. Falando nisso, mudar de ideia é uma prova de inteligência, e não de ignorância, como disse Mário Quintana, "Opinião só não muda quem não tem."
Voltando a política, faço uma comparação a duas discussões que tive essa semana: uma com uma pessoa que era radical e não tinha argumentos para defender a sua opinião; outra com um ser inteligente e aberto a discutir ideias de forma diplomática e com alto nível de debate de ideias. Não precisei de muito diálogo para perceber a diferença entre alguém que tem argumento e posicionamento e alguém que "vai com as outras", como dizem por aí.
O que se deve fazer é mais que discutir política, é pensar a política como parte do nosso cotidiano e fundamental para nortear a nossa vida. Sem radicalismos, sem opiniões infundadas, com mente aberta e visão ampliada!
quarta-feira, 31 de outubro de 2012
Revolução Musical Já!
No último post, publicado instantes antes deste, descorria sobre a problemática da utilização de vocábulos inexistentes na nossa música. Aproveitando o embalo, discutiremos sobre a falta de criatividade que assola os compositores brasileiros.
Se caminharmos pelos gêneros brasileiros, veremos o seguinte quadro: o pagode e o funk falando de sexo, o axé falando de festa, o samba falando de relacionamentos amorosos, o sertanejo falando de carro, mulher e bebedeira, o forró falando de amor, o arrocha na mesma linha, e a MPB cada vez mais incompreendida pela maioria da população. Não querendo me mostrar Ph. D. no assunto, este artigo é apenas um dos milhares pontos de vista acerca deste assunto. Se repararmos bem, a temática das músicas dentro de seus gêneros são quase sempre a mesma, o que faz crescer o número de acusações de plágio, seja de letra ou de melodia. O que observamos é que esgota-se as formas de abordar o mesmo assunto, tornando as músicas cada vez mais chatas e repetitivas, não mostrando nenhuma peculiaridade entre um grupo e outro.
Se observarmos as músicas de vinte, trinta anos atrás, veremos verdadeiros shows de criatividade. A forma de arrumar as palavras, a forma de transmitir a mensagem, tudo tinha um "q" todo especial, não encontrado nas músicas atuais. Sobressai uma música ou outra no meio dessa enxurrada de sucessos completamente fúteis e desnecessários aos nossos ouvidos.
Concluindo, precisamos fazer uma revolução musical já, levantar a bandeira da múscia de qualidade, seja ela de qual gênero for. A união fará o nível da nossa música subir novamente.
Se caminharmos pelos gêneros brasileiros, veremos o seguinte quadro: o pagode e o funk falando de sexo, o axé falando de festa, o samba falando de relacionamentos amorosos, o sertanejo falando de carro, mulher e bebedeira, o forró falando de amor, o arrocha na mesma linha, e a MPB cada vez mais incompreendida pela maioria da população. Não querendo me mostrar Ph. D. no assunto, este artigo é apenas um dos milhares pontos de vista acerca deste assunto. Se repararmos bem, a temática das músicas dentro de seus gêneros são quase sempre a mesma, o que faz crescer o número de acusações de plágio, seja de letra ou de melodia. O que observamos é que esgota-se as formas de abordar o mesmo assunto, tornando as músicas cada vez mais chatas e repetitivas, não mostrando nenhuma peculiaridade entre um grupo e outro.
Se observarmos as músicas de vinte, trinta anos atrás, veremos verdadeiros shows de criatividade. A forma de arrumar as palavras, a forma de transmitir a mensagem, tudo tinha um "q" todo especial, não encontrado nas músicas atuais. Sobressai uma música ou outra no meio dessa enxurrada de sucessos completamente fúteis e desnecessários aos nossos ouvidos.
Concluindo, precisamos fazer uma revolução musical já, levantar a bandeira da múscia de qualidade, seja ela de qual gênero for. A união fará o nível da nossa música subir novamente.
Maré Baixa na Música Brasileira
Em meio as novas organizações sociais, a nível de política, economia, cultura e comportamento, falaremos sobre a banalização da poesia presente nas músicas de nosso país.
Não precisa ir muito longe para ouvir "pérolas" da música brasileira, cercadas de letra pobre e melodia uniforme, chegando-se muitas vezes a impossibilitar o reconhecimento das vozes. A criação de termos como "tchêtchêrêrê", "tchutchatcha", "lêlêlê" e "créu" mostram claramente o período deficiente que passa a música brasileira. Termos que designam velhos conhecidos da nossa música, desde quando estourou o uso do duplo sentido na música popular. Nada contra o duplo sentido, eles até apresentam argumentos aceitáveis, considerando a falsa ingenuidade que somos obrigados a apresentar. Mas a ausência de vocábulos reconhecidos como componentes da língua portuguesa chega a ser um insulto a nossa humilde inteligência.
Mas os baixos níveis de consciência coletiva preocupam estudiosos, alertando sobre um grave problema: a falta de educação doméstica e acadêmica que afeta milhares de brasileiros. Não estamos aqui discutindo gosto musical, longe de mim ofender este ou aquele gênero, mas apelo para o bom senso do nosso povo e que sejam mais criteriosos com aquilo que permitem adentrar os seus ouvidos.
Não precisa ir muito longe para ouvir "pérolas" da música brasileira, cercadas de letra pobre e melodia uniforme, chegando-se muitas vezes a impossibilitar o reconhecimento das vozes. A criação de termos como "tchêtchêrêrê", "tchutchatcha", "lêlêlê" e "créu" mostram claramente o período deficiente que passa a música brasileira. Termos que designam velhos conhecidos da nossa música, desde quando estourou o uso do duplo sentido na música popular. Nada contra o duplo sentido, eles até apresentam argumentos aceitáveis, considerando a falsa ingenuidade que somos obrigados a apresentar. Mas a ausência de vocábulos reconhecidos como componentes da língua portuguesa chega a ser um insulto a nossa humilde inteligência.
Mas os baixos níveis de consciência coletiva preocupam estudiosos, alertando sobre um grave problema: a falta de educação doméstica e acadêmica que afeta milhares de brasileiros. Não estamos aqui discutindo gosto musical, longe de mim ofender este ou aquele gênero, mas apelo para o bom senso do nosso povo e que sejam mais criteriosos com aquilo que permitem adentrar os seus ouvidos.
quarta-feira, 24 de outubro de 2012
Levante Negro!
Com a proximidade de novembro, intitulado "Mês Negro", é pertinente falarmos sobre o contexto atual dos nossos negros.
Quando lembramos desta data (20 de novembro), a primeira coisa que vem a cabeça é a história deturpada que nos contam sobre este povo. Pintam para nós negros marginalizados, humilhados, espezinhados e vítimas de todas as barbaridades possíveis. E esse povo aceitou a condição propositalmente colocada como "sua história".
A escravidão, o racismo, a superioridade imposta pela "raça pura", foram facilmente aceitas e incorporadas naquilo que chamamos de consciência negra: sabemos a nossa história e devemos nos conformar com a posição que nos foi dada.
Cada vez mais ouvimos discursos como "Sou negro, pobre, da periferia." e acreditamos ser o conformismo uma coisa natural. A acomodação de que o negro nunca ascenderá e continuará na base da pirâmide socioeconômica, sendo cada vez mais massacrado pela classe dominante, se tornou a desculpa perfeita para aqueles que não acreditam no próprio potencial.
Lembrar da história é essencial, desde que ela não sirva de consolo para o destino imutável que alguns acreditam ter. Depois de anos de luta ainda há negros conformados com a realidade cruel a qual o sistema nos fez acreditar que pertencemos. Não é justo que negros continuem tombando nesta guerra chamada racismo e desigualdade social, e não podemos mais assistir a esta barbária apáticos, como se morrer de forma violenta fosse o contexto natural da atualidade.
Ser negro, e antes de tudo ser humano, deve nos fazer refletir sobre o valor da vida, e não o preço que ela tem tido nos últimos tempos. Devemos nos erguer contra a impunidade, contra o racismo e qualquer tipo de violência as quais estamos expostos todos os dias, a fim de minimizar esta realidade até o seu fim definitivo.
E que um dia possamos finalmente dizer que este dia passa a ser o Dia do Negro Consciente.
Quando lembramos desta data (20 de novembro), a primeira coisa que vem a cabeça é a história deturpada que nos contam sobre este povo. Pintam para nós negros marginalizados, humilhados, espezinhados e vítimas de todas as barbaridades possíveis. E esse povo aceitou a condição propositalmente colocada como "sua história".
A escravidão, o racismo, a superioridade imposta pela "raça pura", foram facilmente aceitas e incorporadas naquilo que chamamos de consciência negra: sabemos a nossa história e devemos nos conformar com a posição que nos foi dada.
Cada vez mais ouvimos discursos como "Sou negro, pobre, da periferia." e acreditamos ser o conformismo uma coisa natural. A acomodação de que o negro nunca ascenderá e continuará na base da pirâmide socioeconômica, sendo cada vez mais massacrado pela classe dominante, se tornou a desculpa perfeita para aqueles que não acreditam no próprio potencial.
Lembrar da história é essencial, desde que ela não sirva de consolo para o destino imutável que alguns acreditam ter. Depois de anos de luta ainda há negros conformados com a realidade cruel a qual o sistema nos fez acreditar que pertencemos. Não é justo que negros continuem tombando nesta guerra chamada racismo e desigualdade social, e não podemos mais assistir a esta barbária apáticos, como se morrer de forma violenta fosse o contexto natural da atualidade.
Ser negro, e antes de tudo ser humano, deve nos fazer refletir sobre o valor da vida, e não o preço que ela tem tido nos últimos tempos. Devemos nos erguer contra a impunidade, contra o racismo e qualquer tipo de violência as quais estamos expostos todos os dias, a fim de minimizar esta realidade até o seu fim definitivo.
E que um dia possamos finalmente dizer que este dia passa a ser o Dia do Negro Consciente.
quarta-feira, 3 de outubro de 2012
Amores Reais
...Sonhei pra mim dias felizes. Ou melhor, sonhei pra nós. Sonhei com passeios na praia, sentindo a areia, te ver saindo do mar, sereia mais linda, andando em minha direção. O sol sendo minha testemunha até a lua chegar.
Sonhei com os nossos encontros ardentes nos dias frios de inverno, pra comer pipoca e ver filme. Depois do chocolate quente dormir de conchinha e o nosso mundo, pelo menos naquele instante, se resumiria a isso.
E quando finalmente chegou o dia da paixão virar amor, percebi que as fotos de internet e cenas de novela eram de casais apaixonados, não de casais que se amam. Beijinho de esquimó, andar de mãos dadas na praia, ver o pôr do sol, deitar na grama pra contar as estrelas era coisa de paixão. Amor não se traduzia em fotos, vídeos, frases bonitinhas. E quando eu percebi isso, já tinha te perdido por sentir falta desses momentos. Não segurei a barra na tempestade, queria um amor de brinquedo, cheio de dias felizes e iguais os da novela.
Aprendi, meio sem querer, que amores de novela são pra sonhar, os amores reais, pra viver. E se tem uma coisa da qual tenho certeza é de que quero viver um amor real com você...
Sonhei com os nossos encontros ardentes nos dias frios de inverno, pra comer pipoca e ver filme. Depois do chocolate quente dormir de conchinha e o nosso mundo, pelo menos naquele instante, se resumiria a isso.
E quando finalmente chegou o dia da paixão virar amor, percebi que as fotos de internet e cenas de novela eram de casais apaixonados, não de casais que se amam. Beijinho de esquimó, andar de mãos dadas na praia, ver o pôr do sol, deitar na grama pra contar as estrelas era coisa de paixão. Amor não se traduzia em fotos, vídeos, frases bonitinhas. E quando eu percebi isso, já tinha te perdido por sentir falta desses momentos. Não segurei a barra na tempestade, queria um amor de brinquedo, cheio de dias felizes e iguais os da novela.
Aprendi, meio sem querer, que amores de novela são pra sonhar, os amores reais, pra viver. E se tem uma coisa da qual tenho certeza é de que quero viver um amor real com você...
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