segunda-feira, 5 de novembro de 2012

Viva aos Novos Tempos!

Hoje estou inspirado a quebrar as barreiras. Pessoal, estamos NO SÉCULO XXI! Não podemos mais nos comportar como conservadores do século XIX e não abrir a mente tentando entender os novos rumos tomados pela sociedade. No que tange a moral e princípios, devemos julgar com cuidado o que deve ou não mudar, dependendo dos valores de cada um. Mas o que não cabe mais é a falta de respeito a vida e as escolhas individuais, o que nos torna seres diferentes.
No mosaico humano, ser preto, branco, homossexual, alto, gordo, inteligente ou descolado pouco importa, já que estamos todos compondo as diversas sociedades que por sua vez compõem a população mundial. Preconceitos, antes explicados pela falta de conhecimento, não se encaixam mais nos novos moldes da diversidade humana, caindo por terra de uma vez. Um ou outro ainda se assusta com o diferente, sendo intolerante ou até estúpido. Mas se avaliarmos bem, sempre nos chama atenção o diferente, o oposto, até nas relações que consideramos "normais".
O que realmente não pode mais acontecer, reafirmo, é a falta de tolerância. Mais que um discurso anti-preconceito, devemos praticar a aversão a este julgamento precipitado, que só enfraquece as relações sociais. Somos seres racionais, o que falta é agirmos como tais. A intolerância, seja ela de qual natureza for, não acompanha os grandes avanços que tivemos, contradizendo a própria evolução humana. Sejamos homens e mulheres a frente do nosso tempo, homens e mulheres de futuro. Olhos abertos, mãos estendidas, coração limpo, sempre preparados para abraçar todas as ideias que nos forem apresentadas.
E que questionemos, e que raciocinemos, e que façamos mais. Em nome dos novos tempos...

Os Caminhos da Educação no Século XXI

No cenário educacional, apesar das diversas mudanças conquistadas pelos estudantes, ainda percebemos resquícios de um sistema retrógrado e vertical, não permitindo muitas vezes a participação do discente, o que pode dificultar a relação aluno - professor.
Ainda que a educação tenha passado por profundas transformações, principalmente as provocadas por Paulo Freire, encontramos professores (principalmente os do funcionalismo público), completamente desacreditados do potencial intelectual e criativo dos alunos, apostando ainda no sistema das caixas vazias, onde o aluno não tem nenhum conhecimento e o professor deve enchê-lo como uma caixa, sem se quer perguntar se o conteúdo é conveniente ao mesmo.
Conceitos como o da interdisciplinaridade e horizontalização são descartados por aqueles que querem trazer de volta o tempo da palmatória. Não se aplica mais, em pleno século XXI, que professores incomodem-se que alunos tragam sugestões e críticas às aulas, desde que de forma construtiva. Não se admite mais autoritarismo e falta de fé na educação, e nem tampouco a falta de empenho para desempenhar as funções pedagógicas de forma plena.
Num mundo cada vez mais dinâmico, não podemos mais estudar história como se não houvesse relação da mesma com língua portuguesa ou matemática. Os professores precisam abrir seu horizontes e saber discutir os assuntos contemporâneos, fazendo uma relação real entre a sala de aula e o cotidiano.
Concluindo, essa transformação deve ocorrer nos dois lados do "casamento", tendo como dever os estudantes comprometerem-se com o conhecimento e produção do saber, tendo em contrapartida o apoio de professores qualificados e preparados para os novos tempos.

Até que ponto?

Num tempo onde câmeras, celulares, gravadores e microfones estão por toda parte, até que ponto podemos garantir nossa privacidade?
Nos dias atuais, falar em liberdade é altamente delicado, visto que andar na rua está altamente complicado. E não falamos de insegurança, falta de infraestrutura ou coisa assim. Esses óbstáculos existem, mas hoje o foco é a falta de privacidade.
O mercado da "vida alheia" tem crescido de forma assustadora, o que nos faz refletir até que ponto podem invadir a nossa vida. Ser espontâneo nos tempos modernos é inaceitável e qualquer coisa feita "fora dos padrões" é motivo de um click ou uma gravação. Com o apoio das mídias, fica cada vez mais lucrativo filmar uma briga, um acidente, uma dança ou um escorregão, gerando risadas em todos, mas não sendo nem um pouco engraçado para o protagonista.
Como se não bastasse a exposição que conhecemos (e consequentemente estamos acostumados no mundo atual), hackers invadem os computadores e roubam fotos, conversas e outros arquivos, expondo ainda mais as vítimas indefesas da internet. Como se proteger?
Dentre as poucas ações preventivas que podem ser tomadas, tentar se expor o menos possível ainda é a mais eficaz. Não guardar fotos íntimas em celulares, computadores e pen drives, não compartilhá-las em redes sociais, assim como não publicar informações pessoais e profissionais nas mesmas.
E para quem queria participar do BBB, maqueiem-se: o BBB é aqui!

quarta-feira, 31 de outubro de 2012

Política se discute!

Emplacando uma diplomática discussão sobre política na sala de aula, tive meus nervos afetados pela falta de argumento das pessoas. A velha desculpa de "política não se discute" é na verdade um véu para esconder os ignorantes e/ou radicais. Convenhamos que política é completamente discutível e aliás deve ser. Saber argumentar sobre este tema é mostrar a sua posição dentro de uma conjuntura social a qual estamos inseridos, querendo ou não.
E é aproveitando-se desse pensamento que os "politiqueiros" (assim prefiro chamar os corruptos da política) fizeram-nos acreditar que política é coisa suja, desonesta e não deve ser de interesse de todos. Política deve ser discutida sim, repito, com o objetivo de esclarecer dúvidas, compartilhar ideias e mudá-las talvez, o que é completamente comum. Falando nisso, mudar de ideia é uma prova de inteligência, e não de ignorância, como disse Mário Quintana, "Opinião só não muda quem não tem."
Voltando a política, faço uma comparação a duas discussões que tive essa semana: uma com uma pessoa que era radical e não tinha argumentos para defender a sua opinião; outra com um ser inteligente e aberto a discutir ideias de forma diplomática e com alto nível de debate de ideias. Não precisei de muito diálogo para perceber a diferença entre alguém que tem argumento e posicionamento e alguém que "vai com as outras", como dizem por aí.
O que se deve fazer é mais que discutir política, é pensar a política como parte do nosso cotidiano e fundamental para nortear a nossa vida. Sem radicalismos, sem opiniões infundadas, com mente aberta e visão ampliada!

Revolução Musical Já!

No último post, publicado instantes antes deste, descorria sobre a problemática da utilização de vocábulos inexistentes na nossa música. Aproveitando o embalo, discutiremos sobre a falta de criatividade que assola os compositores brasileiros.
Se caminharmos pelos gêneros brasileiros, veremos o seguinte quadro: o pagode e o funk falando de sexo, o axé falando de festa, o samba falando de relacionamentos amorosos, o sertanejo falando de carro, mulher e bebedeira, o forró falando de amor, o arrocha na mesma linha, e a MPB cada vez mais incompreendida pela maioria da população. Não querendo me mostrar Ph. D. no assunto, este artigo é apenas um dos milhares pontos de vista acerca deste assunto. Se repararmos bem, a temática das músicas dentro de seus gêneros são quase sempre a mesma, o que faz crescer o número de acusações de plágio, seja de letra ou de melodia. O que observamos é que esgota-se as formas de abordar o mesmo assunto, tornando as músicas cada vez mais chatas e repetitivas, não mostrando nenhuma peculiaridade entre um grupo e outro.
Se observarmos as músicas de vinte, trinta anos atrás, veremos verdadeiros shows de criatividade. A forma de arrumar as palavras, a forma de transmitir a mensagem, tudo tinha um "q" todo especial, não encontrado nas músicas atuais. Sobressai uma música ou outra no meio dessa enxurrada de sucessos completamente fúteis e desnecessários aos nossos ouvidos.
Concluindo, precisamos fazer uma revolução musical já, levantar a bandeira da múscia de qualidade, seja ela de qual gênero for. A união fará o nível da nossa música subir novamente.

Maré Baixa na Música Brasileira

Em meio as novas organizações sociais, a nível de política, economia, cultura e comportamento, falaremos sobre a banalização da poesia presente nas músicas de nosso país.
Não precisa ir muito longe para ouvir "pérolas" da música brasileira, cercadas de letra pobre e melodia uniforme, chegando-se muitas vezes a impossibilitar o reconhecimento das vozes. A criação de termos como "tchêtchêrêrê", "tchutchatcha", "lêlêlê" e "créu" mostram claramente o período deficiente que passa a música brasileira. Termos que designam velhos conhecidos da nossa música, desde quando estourou o uso do duplo sentido na música popular. Nada contra o duplo sentido, eles até apresentam argumentos aceitáveis, considerando a falsa ingenuidade que somos obrigados a apresentar. Mas a ausência de vocábulos reconhecidos como componentes da língua portuguesa chega a ser um insulto a nossa humilde inteligência.
Mas os baixos níveis de consciência coletiva preocupam estudiosos, alertando sobre um grave problema: a falta de educação doméstica e acadêmica que afeta milhares de brasileiros. Não estamos aqui discutindo gosto musical, longe de mim ofender este ou aquele gênero, mas apelo para o bom senso do nosso povo e que sejam mais criteriosos com aquilo que permitem adentrar os seus ouvidos.

quarta-feira, 24 de outubro de 2012

Levante Negro!

Com a proximidade de novembro, intitulado "Mês Negro", é pertinente falarmos sobre o contexto atual dos nossos negros.
Quando lembramos desta data (20 de novembro), a primeira coisa que vem a cabeça é a história deturpada que nos contam sobre este povo. Pintam para nós negros marginalizados, humilhados, espezinhados e vítimas de todas as barbaridades possíveis. E esse povo aceitou a condição propositalmente colocada como "sua história".
A escravidão, o racismo, a superioridade imposta pela "raça pura", foram facilmente aceitas e incorporadas naquilo que chamamos de consciência negra: sabemos a nossa história e devemos nos conformar com a posição que nos foi dada.
Cada vez mais ouvimos discursos como "Sou negro, pobre, da periferia." e acreditamos ser o conformismo uma coisa natural. A acomodação de que o negro nunca ascenderá e continuará na base da pirâmide socioeconômica, sendo cada vez mais massacrado pela classe dominante, se tornou a desculpa perfeita para aqueles que não acreditam no próprio potencial.
Lembrar da história é essencial, desde que ela não sirva de consolo para o destino imutável que alguns acreditam ter. Depois de anos de luta ainda há negros conformados com a realidade cruel a qual o sistema nos fez acreditar que pertencemos. Não é justo que negros continuem tombando nesta guerra chamada racismo e desigualdade social, e não podemos mais assistir a esta barbária apáticos, como se morrer de forma violenta fosse o contexto natural da atualidade.
Ser negro, e antes de tudo ser humano, deve nos fazer refletir sobre o valor da vida, e não o preço que ela tem tido nos últimos tempos. Devemos nos erguer contra a impunidade, contra o racismo e qualquer tipo de violência as quais estamos expostos todos os dias, a fim de minimizar esta realidade até o seu fim definitivo.
E que um dia possamos finalmente dizer que este dia passa a ser o Dia do Negro Consciente.