Hoje fui agraciado com um prêmio que encheu meu ser de orgulho e alegria. Prêmio o qual meu inconsciente já sabia que me pertencia, porém a modéstia fazia-me acreditar que não. A falsa modéstia, digo, porque sabendo de meus talentos jamais poderia me inferiorizar para não parecer presunçoso. Se reconhecer as próprias qualidades é presunção, atribua a mim o que me for de direito: A bendita pretensão!
Este prêmio me fez pensar em meus heróis. Aqueles que, mesmo sem me conhecer, me serviram de espelho, no que diz respeito às suas capacidades intelectuais. Aqueles que, de longe, sempre foram "os caras" para mim.
Ressalto um herói que é exemplo de amor a raiz e ao que faz, o inesquecível Jorge Amado. Evidentemente tenho outros heróis, mais este me vem mais forte a flora mental por ser o prêmio em questão referente a escrita. Jorge que falou da Bahia, da ditadura do cacau, dos romances debaixo dos raios derretedores do sol de Ilhéus, da religião genuinamente africana, carinhosamente baiana. Jorge retratava uma Bahia apaixonante, ainda que sofrida, mas que tinha dez razões para chorar e cinquenta para sorrir. Era o advogado da cultura, o pai da descontração.
Por estas e outras razões das quais não me recordo agora (risos), Jorge é e sempre será um herói para mim. Se tenho amor pela língua portuguesa, e mais amor ainda pela escrita e composição, além dos meus queridos mestres, já citados anteriormente, devo os devidos agradecimentos ao saudoso Jorge Amado Faria. Sinta-se, herói de minha memória cultural, homenageado e abraçado por este humilde fã. Obrigado!
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