No cenário educacional, apesar das diversas mudanças conquistadas pelos estudantes, ainda percebemos resquícios de um sistema retrógrado e vertical, não permitindo muitas vezes a participação do discente, o que pode dificultar a relação aluno - professor.
Ainda que a educação tenha passado por profundas transformações, principalmente as provocadas por Paulo Freire, encontramos professores (principalmente os do funcionalismo público), completamente desacreditados do potencial intelectual e criativo dos alunos, apostando ainda no sistema das caixas vazias, onde o aluno não tem nenhum conhecimento e o professor deve enchê-lo como uma caixa, sem se quer perguntar se o conteúdo é conveniente ao mesmo.
Conceitos como o da interdisciplinaridade e horizontalização são descartados por aqueles que querem trazer de volta o tempo da palmatória. Não se aplica mais, em pleno século XXI, que professores incomodem-se que alunos tragam sugestões e críticas às aulas, desde que de forma construtiva. Não se admite mais autoritarismo e falta de fé na educação, e nem tampouco a falta de empenho para desempenhar as funções pedagógicas de forma plena.
Num mundo cada vez mais dinâmico, não podemos mais estudar história como se não houvesse relação da mesma com língua portuguesa ou matemática. Os professores precisam abrir seu horizontes e saber discutir os assuntos contemporâneos, fazendo uma relação real entre a sala de aula e o cotidiano.
Concluindo, essa transformação deve ocorrer nos dois lados do "casamento", tendo como dever os estudantes comprometerem-se com o conhecimento e produção do saber, tendo em contrapartida o apoio de professores qualificados e preparados para os novos tempos.

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