Segundo o dicionário, liberdade é o estado de pessoa livre e isenta de restrição externa; condição do ser que não vive em cativeiro ou da pessoa não sujeita à escravidão. Para traçarmos uma linha reta e determinante, definaremos libertinagem: é o uso da liberdade sem o bom senso, parece liberdade, mas é ao contrário por auto se contrariar.
Colocados os pingos nos is, liberdade demais se transforma em libertinagem, segundo as definições acima. E num mundo onde cada vez mais os princípios e a moral escorrem pelo boeiro, temo pelo fim da ética e respeito ao próximo. Falta disciplina, bom senso, consciência e valores morais para regerem as nossas escolhas e atitudes. Nos comportamos de forma imatura diante das perguntas que a vida nos faz, sempre recorrendo a opiniões alheias ou jogando as decisões na mão do destino. Ou ainda pior, tomando as decisões erradas por falta de análise dos fatos e pensamento crítico em relação às circunstâncias. O excesso de liberdade nos aprisionou no "cárcere mental", nos forçando a pensar menos e agir mais, ou dando mais opções do que o necessário, aumentando a margem de erro.
O primeiro passo para corrigir este equívoco é se conhecer, buscando trilhar o caminho daquilo que se ama, mesmo que o inevitável apareça e tenhamos que fazer, mas busquemos, neste caso, encontrar o amor necessário para desempenhar estes papéis. E que sejamos livres, enfim, não para sermos qualquer um, mas para sermos exatamente quem quisermos ser!

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