No último post, publicado instantes antes deste, descorria sobre a problemática da utilização de vocábulos inexistentes na nossa música. Aproveitando o embalo, discutiremos sobre a falta de criatividade que assola os compositores brasileiros.
Se caminharmos pelos gêneros brasileiros, veremos o seguinte quadro: o pagode e o funk falando de sexo, o axé falando de festa, o samba falando de relacionamentos amorosos, o sertanejo falando de carro, mulher e bebedeira, o forró falando de amor, o arrocha na mesma linha, e a MPB cada vez mais incompreendida pela maioria da população. Não querendo me mostrar Ph. D. no assunto, este artigo é apenas um dos milhares pontos de vista acerca deste assunto. Se repararmos bem, a temática das músicas dentro de seus gêneros são quase sempre a mesma, o que faz crescer o número de acusações de plágio, seja de letra ou de melodia. O que observamos é que esgota-se as formas de abordar o mesmo assunto, tornando as músicas cada vez mais chatas e repetitivas, não mostrando nenhuma peculiaridade entre um grupo e outro.
Se observarmos as músicas de vinte, trinta anos atrás, veremos verdadeiros shows de criatividade. A forma de arrumar as palavras, a forma de transmitir a mensagem, tudo tinha um "q" todo especial, não encontrado nas músicas atuais. Sobressai uma música ou outra no meio dessa enxurrada de sucessos completamente fúteis e desnecessários aos nossos ouvidos.
Concluindo, precisamos fazer uma revolução musical já, levantar a bandeira da múscia de qualidade, seja ela de qual gênero for. A união fará o nível da nossa música subir novamente.
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