Baseados na incessante busca do prazer e felicidade, "perdemos a mão" e somos levados por caminhos escuros e dolorosos. Não quero com esta afirmação dizer o que é certo ou errado, longe de mim, até porque eu não acredito muito que possamos criar um livro de conduta comum.
O ser humano é ímpar justamente pelas escolhas que faz e pelo modo que se comporta diante das situações. Sendo assim, dizer o que é certo ou errado é um moralismo altamente equivocado. Seres humanos são, em sua totalidade, indivíduos dotados de inconsciente, subconsciente e consciente, o que vai determinar o tipo de pessoa que você é, mais institivo, mais controlado ou mais centrado.
Mas voltando ao assunto que nos fez chegar as escolhas que determinam o ser em questão, a felicidade se tornou ao longo do tempo um objeto de consumo. Os meios não te fazem mais feliz e os fins foram colocados acima dos meios. Exemplificando, comprar um carro é o objeto de felicidade. Trabalhar, dar a entrada e pagar as parcelas são o meio de chegar a compra do carro. Então, o carro propriamente dito te fará mais feliz do que trabalhar e juntar o dinheiro para alcançar este sonho. Outro exemplo é o casamento: antes do matrimônio, pressupomos que o caminho seja: o encontro, o período de adaptação ao outro, o namoro, o noivado e finalmente o casamento. Mas nos dias atuais tornou-se tão importante casar que todas as etapas anteriores perderam o seu valor e simplicidade. Casar então tornou-se o objeto de felicidade.
O que quero dizer é que alcançar os objetivos é interessante e sem dúvidas muito necessário, mas isso não pode atropelar todo o processo e fazer com que todo o caminho seja frio e apático, afinal a vida é feita de começo, meio e fim.
Precisamos assim, de modo definitivo, dar um basta na ditadura do objeto de felicidade, e dar o real valor aos caminhos que nos levam a realização dos nossos sonhos.

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