quinta-feira, 30 de agosto de 2012

Se as meninas doces gostam de rosa, de quê gostam as meninas salgadas?

Hoje estou aqui para falar de estereótipo, o que está por fora, a tão valorizada "embalagem".
Que eu me lembre, tudo começa na infância: meninas TEM que gostar de rosa e meninos TEM que gostar de azul. Caso o contrário, estas crianças não são normais. Mas não é sobre essa diferença que vou falar hoje, é algo dentro do gênero, tem haver com a personalidade das meninas.
Meninas gostam de rosa - pode até ser, algumas - mas isso não é uma regra.
Ok, nem todas as meninas gostam de rosa, mas TODAS as delicadas gostam. Será?
Será mesmo que a cor de preferência define a personalidade de alguém?
Refletindo sobre isso, me questionei: se as meninas "doces" gostam de rosa, qual será a preferência das "salgadas"? Gostariam as "salgadas" de vermelho, amarelo ou laranja? Afinal, se existem mulheres "doces", haverá, segundo os críticos, as mulherem "salgadas"!
E ainda assim, essa regra diz que SÓ mulheres delicadas podem gostar de rosa? As de personalidade forte não podem, é assim?
Brincadeiras a parte, mulheres podem e devem gostar da cor que quiserem e isso não vai dizer se ela é meiga, autêntica, calma ou impaciente. A cor que irá te traduzir é a cor que você realmente goste, e não aquela que entitularam "cor de menino" ou "cor de menina". Vamos deixar de besteira, né?

quarta-feira, 22 de agosto de 2012

Sozinho - Caetano Veloso


"Quando a gente gosta é claro que a gente cuida..." ♫

Ensaio de Outono

No ônibus, num dia de inverno (curiosamente, visto que o ensaio é de outono), me deparei com cenas que tocaram as sombras mais íntimas do meu interior: a solidão que habita cada esquina, incruel e amarga, a qual se submetem, mesmo sem a intenção, milhares de pessoas que permitiram que seus destinos fossem aleatoriamente decididos. Pessoas sem vontade, sem coragem, ou talvez sem oportunidades.
Outro dia ouvi de um professor que nós fazemos as nossas oportunidades. Tenho que concordar, em partes. Se estamos preparados, nos deparamos com as oportunidades e as abraçamos. Se não estamos, infelizmente elas passarão como o vento que vem, nos faz sentir a sua presença e vai embora, sem a mínima piedade.
Porém vou mais fundo, na raíz dos problemas. Fato, as raízes são amplamente ramificadas, porém temos meios gerais de descrever essas raízes de forma sucinta. Posso estar enganado (afinal não há verdades absolutas), mas pelo pouco que observo a pior e maior das raízes é a falta de vontade de se preparar. Vontade de buscar conhecimento, de correr atrás, de mudar o que é "imposto" pela tão martirizada circunstância.
É de fato repugnante a falta de fé e coragem de seres tão capazes, tão inteligentes, que permitiram-se ser reféns de um destino por eles próprios criado. É revoltante a falta de estímulo e de amor a vida, quando vejo jogados as traças sonhos e objetivos que poderiam fazer daqueles "pobres" humanos seres de fato humanizados.
Hoje é inverno, mas logo este passará. E passará a primavera, e passará o verão. E eu me pergunto: e quando o outono outra vez chegar?