Minha vida anda de galho em galho
Procurando amor, procurando atalho
E na liberdade de um passarinho
Não encontra chão, não encontra ninho
A certeza infértil fere o nosso brio
E transcorre ofensa pelo estreito rio
A impureza exala da mais linda flor
E a máscara é incapaz de segurar a dor
Por um lado facas pelas largas costas
Faço mais perguntas do que há respostas
A sinceridade escorre pelas mãos
E a falsidade ocorre entre os irmãos
Num período cálido de amores breves
Miro rosto pálido, sentimentos leves
O desafio hoje é se blindar do mal
Pra não ser apenas um reles mortal.
Romário Almeida.
Nenhum comentário:
Postar um comentário