Em meio as novas organizações sociais, a nível de política, economia, cultura e comportamento, falaremos sobre a banalização da poesia presente nas músicas de nosso país.
Não precisa ir muito longe para ouvir "pérolas" da música brasileira, cercadas de letra pobre e melodia uniforme, chegando-se muitas vezes a impossibilitar o reconhecimento das vozes. A criação de termos como "tchêtchêrêrê", "tchutchatcha", "lêlêlê" e "créu" mostram claramente o período deficiente que passa a música brasileira. Termos que designam velhos conhecidos da nossa música, desde quando estourou o uso do duplo sentido na música popular. Nada contra o duplo sentido, eles até apresentam argumentos aceitáveis, considerando a falsa ingenuidade que somos obrigados a apresentar. Mas a ausência de vocábulos reconhecidos como componentes da língua portuguesa chega a ser um insulto a nossa humilde inteligência.
Mas os baixos níveis de consciência coletiva preocupam estudiosos, alertando sobre um grave problema: a falta de educação doméstica e acadêmica que afeta milhares de brasileiros. Não estamos aqui discutindo gosto musical, longe de mim ofender este ou aquele gênero, mas apelo para o bom senso do nosso povo e que sejam mais criteriosos com aquilo que permitem adentrar os seus ouvidos.
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