Em mais uma de minhas observações ao longo do caminho que faço do trabalho para casa, pude perceber como o tempo passa. Não que isso seja uma novidade, longe de mim ser óbvio, mas a implacabilidade do tempo por vezes me assusta. Ele deixa marcas profundas em nossa pele, em nossa mente e principalmente em nossa alma. É o tempo que dita o ritmo do ir e vir de todos que não desejam "parar no tempo", que faz as máquinas trabalharem e limita inclusive o tempo de descanso. É um senhor forte, geralmente impiedoso, que não permite desleixos daqueles que o utilizam. Não se zomba do tempo, nem o deixa passar. Ele vai, não volta, e não costuma estender a mão aos fracos. Como um furacão, ele passa. Como as estações, ele passa. Como o primeiro amor, passa e como quem não quer nada, passa. O mestre da indiscrição, deixa rastros por onde passa. Não brinque com o tempo, meu filho! - Já dizia o velho Tonho. Sábias palavras, muitas vezes ignoradas.
E ainda que corras, ainda que chores, que esperneie a noite inteira, o magnífico tempo é maior que qualquer lágrima que derrames ou grito que expresses. Corra com ele, jamais contra ele, e assim saberá aproveitar o melhor do tempo. O hoje será sempre o DIA DE COMEÇAR. Não deixe o tempo transcorrer nos parados dias de sua vida. Nem os domingos, calmos por natureza, podem ser inexpressivos diante do tempo. Digo isso para que você não permaneça inerte as ações de um tempo que repito, é extremamente implacável...

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