segunda-feira, 25 de abril de 2011

O Amor e Suas Manhas...

Não queria amar ninguém.
Mas de repente eu já não mando mais em mim.
O amor só faz aquilo que ele quer, não tem olhos, não tem ouvidos, só uma boca que diz sim a tudo que ele sente. Ele não tem freio, não tem cautela, só há meios de agir do jeito que ele decide. Não sinto minhas mãos, não enchergo nada em minha frente. Só o amor me rege, me guia, faz de mim um brinquedo. E bobo, eu vou, sem rumo e sem destino...
Não tenho mais poder sobre as minhas escolhas, não sou dono do meu eu, o que eu quero não é meu, porque o amor já me tomou tudo. Resplandeço amor e de repente não entendo mais meus atos. Sou escravo e prisioneiro de um amor que é só meu. E o que de fato é meu? Não consigo me concentrar, e vou perdendo a razão, esse amor que me domina, me aluscina e me ensina só faz de mim um aprendiz na dor e na alegria, quando elevo meu pensamentos a esse sentimento. Estou confuso, meus passos são tortos, mas esse meu amor me conduz numa ponte que nem eu sei onde me leva.
Um vão escuro, um lugar sem luz. De modo inexplicado, acende a luz em minha frente. O amor me explica que não tem luz naquele lugar, mas eu vejo. E me convenço de que já não sou mais eu, agora sou a própria luz. Não me conheço mais, apesar da luz clarear meu eu. Eu sou luz, e essa luz já deixa mais claro os caminhos que eu julgava escuro. E nesse meio tempo acabei me perdendo num anestésico sentimento onde a dor não se sente e a alegria mente. Mas é o amor e não há o que questionar.
Não queria amar ninguém.
Mas de repente eu já sou o amor...

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